terça-feira, 10 de maio de 2011

ELIANE ELIAS: DREAMER (2004) [Re-up]


ELIANE ELIAS -
Depois de ter postado a Dianna Krall, me vejo na obrigação de empatar o jogo! E aí está a nossa MONUMENTAL (em todos os sentidos) ELIANE ELIAS, cantando e tocando, disputando centímetro a centímetro o espaço do mesmo nicho de mercado que - antes de Eliane gravar cantando - era domínio exclusivo da Dianna. Saímos lucramos nós, que podemos desfrutar da beleza dos pianos, vozes e da "gostosura" das louraças.

(*)O clima do álbum é bem "claus-ogermaniano"...
---------------
ELIANE ELIAS
On Dreamer, São Paulo-born, Manhattan-based pianist Eliane Elias performs bossa novas and brush-stroked ballads by North and South American composers from Johnny Mercer to Antonio Carlos Jobim. This project is a sort of musical homecoming for Elias, who once worked with bossa nova pioneer Vinicius de Moraes. Elias's pretty pianisms complement her breathy Portuguese/English contralto, especially on the '60s hit "Call Me," "Photograph (Fotografia)," and "So Nice (Samba de Verão)." Elias's two compositions, "Movin' Me On" and "Time Alone," can be considered smooth-jazz-friendly, but the Bahia bounce of "Doralice"--where Elias quotes Stan Getz's well-known tenor solo--and her instrumental rendering of Burt Bacharach's "A House Is Not a Home" are highlights of this masterpiece of soft syncopation. Rob Mathes's elegant, Claus Ogerman-style string arrangements enhance the mood.
(Source: Amazon.com - by Eugene Holley, Jr.)
-------------
MY OPINION:
Gifted with warm and smooth voice and an exceptional piano playing skills, Eliane Elias is, undoubtedly, among the finest jazz artists of our time. She's also a composer, arranger and producer. This fine CD covers eleven tracks and backed-up by a full orchestra conducted by Rob Mathes. The CD starts with her beautiful and dreamy rendition of "Call Me", the best I´ve heard. There are great tracks, some Bossa Nova staples, the bubbly and vibrant "Baubles, Bangles and Beads," a more relaxed rendition of ever charming "So Nice" and the dreamy title track Antonio Carlos Jobim's "Dreamer." And of course an all-time gem - one of my faves, ever - penned by Alan Brandt and Bob Haymes "That's All," a song with meaningful and sincere lyrics. This sweet and lovely CD is worth listening to and deserves my highest recommendation to those who appreciate Bossa Nova tunes and a rare talent such as Eliane Elias. AWESOME, to say the minimum!
(CB)
-------------
MINHA OPINIÃO
Esse repertório é um "colar de diamantes de 500 kilates"! O "bossa-nova-groove"  é de arrepiar. Os arranjos de Rob Mathes, não por acaso no estilo de Claus-Ogermann, ornamentam e complementam com perfeição a notável performance da - cada vez melhor - Eliane Elias. UM POÇO DE PETRÓLEO!

(*) A versão de "Call me"  é - de longe - a melhor que conheço.
-------------
ELIANE ELIAS: DREAMER (2004)

TRACKS/FAIXAS
1. Call Me (4:11)
2. Baubles, Bangles And Beads (5:00)
3. Photograph (Fotografia) (3:47)
4. Movin' Me On (4:10)
5. So Nice (Samba De Verão) (5:14)
6. That's All (5:41)
7. Tangerine (6:43)
8. Dreamer (Vivo Sonhando) (3:34)
9. Time Alone (6:41)
10. Doralice (2:59)
11. A House Is Not a Home (5:24)

DIANA KRALL: Quiet nights [Re-up]


DIANA KRALL
Eis aí mais um torpedo da belezura, recheado de Jobins, num clima "joãogilberiano"..
--------
DIANA KRALL: Quiet nights
"Quiet Nights" is Diana Krall's first work with legendary arranger Claus Ogerman (Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim). Diana have started out as a jazz pianist/vocalist but, this time, she made a choice: in lieu of swing and jazz, light and breezy string arrangements to dress her lush and exquisite voice. Amazing, to say the least...
(CB)
---------
MINHA OPINIÃO: é luxo só, como diria Ary Barroso. Diana é apaixonada pelo LP "Amoroso" de João Gilberto e pediu ao grande Claus Ogerman que repetisse aquele "clima". O resultado é nada menos que esplêndido: arranjos e performance elegantérrimos para um repertório deslumbrante. OURO EM PÓ!

(*)E no entanto, João Gilberto odeia o LP "Amoroso" e não tem a menor simpatia por Claus Ogerman...

(**)Aliás, quando TOM JOBIM foi gravar seu primeiro LP nos USA e o produtor escolheu Claus Ogerman para escrever os arranjos, o "maestro Soberano", que nunca tinha ouvido falar nele, entrou em pânico: "Como? Um arranjador alemão? Minhas músicas vão ser transformadas em  marchas para desfiles militares?" Mal sabia ele como era sensível e delicado o "maestro alemão"...
---------
DIANA KRALL: Quiet nights

TRACKS/FAIXAS:
1. Where Or When
2. Too Marvelous For Words
3. I’ve Grown Accustomed To His Face
4. The Boy From Ipanema
5. Walk On By
6. You’re My Thrill
7. Este Seu Olhar
8. So Nice
9. Quiet Nights
10. Guess I’ll Hang My Tears Out To Dry
11. How Can You Meand A Broken Heart (Bonus Track)
12. Every Time We Say Goodbye (Bonus Track)

domingo, 1 de maio de 2011

PAUL WINTER & OSCAR CASTRO NEVES: Brazilian Days

OSCAR CASTRO NEVES & PAUL WINTER
Eu odeio "sax soprano", desde que o ouvi pela primeira vez, quando era menino, tocado por ninguém menos que RATINHO, (parceiro do JARARACA). E não é que o Paul Winter, ao invés de tocar seu sax-alto, como no álbum anterior, resolveu atacar de "sax-soprano" ? Resumo: estragou um disco que tinha tudo pra ser bom.
----------
ALBUM REVIEW
The year was 1962. Prior to the historic Carnegie Hall Bossa Nova concert, that same year, Oscar Castro-Neves met a young American musician named Paul Winter. An instant kinship, as Castro-Neves defines it, was formed. Brazil's guitarist-composer Castro-Neves then reconnected with soprano sax player Winter later in the 60's. The rest is now history. Castro-Neves and Winter have collaborated in several projects, such as Paul Winter's Earthbeat, Missa Gaia and Canyon, and in Oscar Castro-Neves's own solo debut Oscar! Thirty-six years later, these talented musicians finally come to realize their long-standing dream of a duet recording. Brazilian Days is the result of such endeavor. Joining Winter and Castro-Neves, bassist Nilson Matta and drummer Paulo Braga complete the quartet. The repertoire selection was carefully chosen to cover Brazilian composers pre-Bossa Nova era, such as Noel Rosa, to Bossa Nova household names, such as Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Edú Lobo and Carlos Lyra. Researching these songs was no easy task, but besides these artists' involvement with Brazilian music, Winter and Castro-Neves had the help of the late Brazilian publisher Almir Chediak (known for his songbook series on Brazilian artists). Brazilian Days then presents us with excellent performers playing outstanding music. In addition to that, we are given special appearances by Paul Halley (pipe organ) and Cássio Duarte (percussion). When Duarte's percussion opens the first track with Castro-Neves solo, Brazilian Days is very good. "Aula de Matemática is a bouncy example of a bossa nova tune with clever lyrics (here absent, unfortunately). The impression one gets from this opening track is that these musicians are truly enjoying performing this music. Winter's soprano sax is vibrant and Castro-Neves's guitar accompaniment is at its best. With Carlos Lyra and Vinícius de Moraes's "Coisa Mais Linda," the mood shifts to a more romantic tone. It is inevitable not to associate Winter's mellow soprano sax with saudade, that hard-to-define Brazilian word that conveys both the sadness and joy of missing loved ones and places. Unfortunately, the combination of excellent musicians and outstanding compositions does not equate with success. Brazilian Days falls into a sameness that is detrimental to the overall result. The uniformity of the arrangements backfires. Half way through Brazilian Days, I can no longer distinguish what song is being played. As a listener, I am left with the saudade for more sagacity from these musicians and capturing performances to hold me looking forward to the next track. Of course, there is always a next project, and I truly hope that Winter and Castro-Neves rejoin forces in another Brazilian project. It is also my wish that they will be more daring in their arrangements.
(By Musicabrasileira.org)
----------
MINHA OPINIÃO
Torço o nariz para qualquer álbum de sax-soprano, pois detesto a sonoridade deste maldito instrumento. Mas para quem gosta, é um bom disco, com um excelente repertório, a despeito dos arranjos "pra-lá-de-burocráticos" do OSCAR que - por outro lado, continua tocando violão cada vez melhor. O timaço de músicos é garantia de qualidade do álbum que, para meu gosto pessoal, seria melhor, se Paul Winter tivesse tocado sax alto e se Oscar não estivesse com preguiça...
----------
PAUL WINTER & OSCAR CASTRO NEVES: Brazilian Days
Year: 1998

PERSONNEL
Paul Winter (soprano saxophone)
Oscar Castro-Neves (guitar)
Paul Halley (pipe organ)
Nilson Matta (bass)
Paulo Braga (drums)
Cassio Duarte (percussion).


TRACKS/FAIXAS:
1. Aula de Matemática (Antonio Carlos Jobim-Marino Pinto)
2. Coisa Mais Linda (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes)
3. Feitio de Oração (Vadico (Oswald Gogliano)-Noel Rosa)
4. Feio Não É Bonito (Carlos Lyra-GianFrancesco Guarnieri)
5. Minha Namorada (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes)
6. Também Quem Mandou (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes)
7. Ana Luíza (Antonio Carlos Jobim)
8. Feitiço da Vila (Vadico (Oswald Gogliano)-Noel Rosa)
9. Canto Triste (Edu Lobo-Vinícius de Moraes)
10. Imagem (Luiz Eça -Aloysio de Oliveira)
11. Por Causa de Você (Antonio Carlos Jobim-Dolores Duran)
12. Se É Tarde Me Perdoa (Carlos Lyra-Ronaldo Bôscoli)

sábado, 23 de abril de 2011

PAUL WINTER & CARLOS LYRA: The Sound of Ipanema

CARLOS LYRA & PAUL WINTER
A minha proverbial implicância com o uso do sax-tenor (Stan Getz, Phil Bodner, etc) na bossa nova tem fundamento. A leveza e a sensualidade dos temas da BN combinam com flauta, sax-alto e, eventualmente, clarinete mas, definitivamente, não funciona com a sonoridade pesada e encorpada do sax-tenor, instrumento  que é um ótimo veículo para o "samba-jazz", que veio depois. Mas a bossa-nova seminal, lírica, delicada e contemplativa de Tom, João Gilberto, Carlos Lyra, Menescal & Cia. não é matéria prima ideal para solos de sax-tenor. E para que não reste qualquer dúvida, aí vai este antológico álbum de Carlinhos e Paul Winter que, apesar de não ser um músico do primeiro time do jazz, entendeu e captou melhor o "espírito da coisa" que o incensado Stan Getz - um "penetra" inconveniente que entrou na festa e dela não saiu mais.

(*)Paul Winter revisitou a bossa-nova quase 40 anos depois, num álbum que gravou com Oscar Castro Neves. Aguardem a postagem.
-----------
PAUL WINTER
Paul Winter (born August 31, 1939 in Altoona, Pennsylvania) is an American saxophonist (alto and soprano saxophone), and is a six-time Grammy Award nominee. Paul attended Altoona Area High School graduating in 1957. In 1961, while Winter was in college at Northwestern University, the Paul Winter Sextet won the Intercollegiate Jazz Festival and was signed by Columbia Records. The next year, the band toured Latin America as cultural ambassadors for the United States State Department, playing 160 concerts in 23 countries. The Sextet was also the first jazz band to perform at the White House. Winter returned to Brazil in the mid-1960s and his interest in Brazilian music and the emerging bossa nova led to the 1965 release of the album Rio, with liner notes by Vinicius de Moraes. Currently, Paul Winter is working on two new albums: One album will be a compilation of material from his original group, the Paul Winter Sextet, titled Early Winter. The other is an album of new music, featuring the Paul Winter Consort, the Great Rift Valley Orchestra, and the calls of the birds that migrate from Africa to Eurasia. The new project will be titled Flyways, and will be a musical journey through the cultures that the birds fly over. Both projects will be released in 2011.
(Source: wikipedia, edited by CB)
----------
MINHA OPINIÃO
Esta postagem é pra "matar a cobra e mostrar o pau" (epa!)...Afinal, vivo reclamando da presença incômoda do rascante sax-tenor de Stan Getz  & Cia, na bossa-nova. Curiosamente, numa época em que as grandes referências do sax-alto eram Paul Desmond & Lee Konitz, a sonoridade de Winter não era tão "cool" e ainda guardava resquícios da influência de Charlie Parker. E isto só serve pra confirmar que, mesmo pilotado por um saxofonista que nem mesmo se enquadra nos cânones do "West Coast" (estilo que tanto influenciou os músicos da BN),  o sax-alto e bossa-nova foram feitos um para o outro,  como "goiabada-com-queijo", "feijão-com-arroz" ou "pão-com-manteiga" - aquilo que os norte-americanos chamam de "a perfect couple". O repertório de "standards", compostos por Carlinhos Lyra - (segundo Tom Jobim, o melhor melodista da BN) - é formidável. Destaque para a "cozinha" de primeiríssima qualidade, como o violão preciso de Carlinhos e o trio formado pelos "cracaços" Sérgio Mendes, Tião Neto e Milton Banana, emoldurando com perfeição a performance correta de Paul Winter. BELEZA PURA!

(*)E pensar que o ultra-nacionalista Carlos Lyra implicava com a "influência do Jazz"...
--------
PAUL WINTER & CARLOS LYRA: The Sound of Ipanema

PERSONNEL:
Paul Winter - alto saxophone
Carlos Lyra - guitar, vocal
Sergio Mendes - piano
Sebastiao Neto - bass
Milton Banana – drums

TRACKS/FAIXAS:
1. Você E Eu (You And I) (C. Lyra-V. de Moraes)
2. Se É Tarde Me Perdoa [Forgive Me If I'm Late] (C. Lyra-R. Boscoli)
3. Maria Ninguém [Maria Nobody] (C. Lyra)
4. De Quem Ama [For Whom Love] (C. Lyra-N. L. e Barros)
5. Quem Quizer Encontrar O Amor [Whoever Wants to Find Love] (C. Lyra-G. Vandre)
6. Aruanda (C. Lyra-G. Vandre)
7. Coisa Mais Linda [The Most Beautiful Thing] (C. Lyra-V. de Moraes)
8. O Morro [The Hill] (C. Lyra-G. Guarnieri)
9. Mas Tambem Quem Mandou [What Made Me Do It] (C. Lyra-V. de Moraes)
10. Tem Dó de Mim [Don't Make Me Love] (C. Lyra)
11. Lobo Bobo [The Big Bad Wolf] (C. Lyra-R. Boscoli)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

PHIL BODNER - Manhã de Carnaval and other Bossa Nova Favorites (1967)


PHIL BODNER
Esta postagem atende a uma solicitação do novo amigo do blog, Renato.
-----------
PHIL BODNER 
Phil Bodner is a saxophonist and an active studio musician that recorded this Bossa Nova album for Living Jazz series taking the role of arranger and conductor. Living Jazz series is a collector’s pursuit and is recognized by the excellence of its recording process and musicians who are assembled to each set. Manha de Carnaval also features Bobby Rosengarden (drums), Buddy Morrow (trombone), Bucky Pizarelli (guitar), among others.
---------
MINHA OPINIÃO
Não gosto deste álbum, onde a única coisa que se salva é o repertório (apesar da "chatérrima" Manhã de Carnaval...). Phil Bodner, veterano saxofonista de estúdio, é especialista na inssossa "easy-listening-music" e, na aba do sucesso da bossa-nova com Stan Getz (outro "chato-de-carteirinha"), resolveu faturar sucesso e US$. Os arranjos são convencionais, sem qualquer criatividade e a performance de Bodner como solista não tem qualquer brilho. Definitivamente, sax-tenor e bossa-nova fazem mal aos meus ouvidos. E antes que você me pergunte por que postei: os pedidos dos amigos sempre serão são atendidos, na medida do possível. Além do mais, como já repeti inúmeras vezes, gosto não se discute: assim como o Renato - que fez o pedido - gosta, certamente outros frequentadores do blog vão apreciar o álbum do P.B.
---------
PHIL BODNER - Manhã de Carnaval and other Bossa Nova Favorites (1967)

PERSONNEL:
Phil Bodner - (tenor sax, arrangements)
Bobby Rosengarden (drums)
Buddy Morrow (trombone)
Bucky Pizarelli (guitar)
Plus other non identified musicians.

TRACKS/FAIXAS:
01 - A Day in the Life of a Fool (Manha de Carnaval)
02 - The Girl from Ipanema
03 - Meditação
04 - Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado)
05 - How Insensitive
06 - Samba de Orfeu
07 - Desafinado
08 - One Note Samba
09 - Bossa Nova 1am

terça-feira, 19 de abril de 2011

JOHN PIZZARELLI & GEORGE SHEARING: The rare delight of you

JOHN PIZZARELLI & GEORGE SHEARING
Nat "King" Cole é uma constante fonte de inspiração para Pizzarelli, que já o homenageou de diversas formas, ao longo de sua carreira. Desta vez, a homenagem subliminar está na capa do álbum, onde Pizzarelli e Shearing reproduzem a mesma pose da capa do álbum gravado por Cole & Shearing.
------------
ALBUM REVIEW
The CD photo of this intergenerational collaboration between guitarist-vocalist John Pizzarelli and pianist George Shearing resembles the cover of the 1961 LP Nat King Cole Plays, George Shearing Plays. Like that legendary recording, this project offers clean and lean jazz. The pianist is backed by a combo featuring vibraphonist Ted Piltzecker and drummer Dennis Mackrel. With Pizzarelli's laid-back vocals, the group delivers some beautiful new songs and interesting interpretations of pop standards made famous by Cole, Nancy Wilson, and Peggy Lee. Their version of "If Dreams Come" has an ingenious contrapuntal guitar-piano breakdown. On "The Lady's with You," Shearing slyly drops in a few bars of Duke Ellington's "I'm Beginning to See the Light." And "Something to Remember Me By" has melodic tinges from Claude Thornhill's "Snowflake." "Lost April" captures Pizzarelli and Shearing in a heartfelt duet. Shearing's no-frills piano lines and Pizzarelli's bouncy guitar work are inspired and in-the-pocket. --
~Eugene Holley Jr.(amazon.com)
-----------
MINHA OPINIÃO
Eis aí mais uma aula de classe e elegância. Grande repertório, onde destaco a "obra prima" do grande Matt Dennis, "Everything happens to me", uma grande canção que, apesar de regravada por grandes nomes (Sinatra, Nat "King" Cole, Chet Baker, etc), nunca teve o destaque merecido entre os "standards" norte-americanos. BELEZA PURA.
----------
JOHN PIZZARELLI & GEORGE SHEARING: The rare delight of you

PERSONNEL:
John Pizzarelli (vocals, guitar)
George Shearing (piano)
Ted Piltzecker (vibraphone)
Reg Schwager (guitar)
Neil Swainson (bass)
Dennis Mackrel (drums).

TRACKS/FAIXAS:
1. If Dreams Come True
2. The Lady's In Love With You
3. Everything Happens To Me
4. Lulu's Back In Town
5. Something To Remeber You By
6. Lemon Twist
7. Lost April
8. Problem
9. The Rare Delight Of You
10. Shine On Your Shoes
11. Indian Summer
12. Be Careful It's My Heart
13. September In The Rain
14. I Predicit (2001)
15. Lucky To Be Me

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MARINA (LIMA): Maxine (a.k.a. Doida de Rachar)



A cantora MARINA (LIMA), em seu LP "TODAS" (1982), sempre antenada com o melhor do "pop", sucumbiu aos encantos de "MAXINE" e rendeu sua homenagem a DONALD FAGEN, gravando este excelente "cover",  que na sua versão para o português, recebeu o título de "DOIDA DE RACHAR".

(*)Um pequeno detalhe: o arranjador NICO REZENDE não percebeu um requintado detalhe no caminho da harmonia original e mudou UM ACORDE, exatamente onde a letra diz: "...melhor preparar" e nas subsequentes repetições do mesmo trecho. O acorde original "Ab7(9#)" foi, impropriamente substituído por "GMaj7". O detalhe (quase imperceptível para os "ouvidos comuns") faz grande diferença, porque a surpresa e a sofisticação da linha harmônica original se perderam num corriqueiro acorde, que Donald Fagen evitou. Mas, a não ser por esse pequeno detalhe, algumas alterações na linha do contrabaixo e a omissão de um acorde de passagem, "EbMaj7" em outro trecho (a qual, todavia, não causa nenhum dano à harmonia)  a transcrição está bem próxima do original.

(**) E antes que você me pergunte como sei disso, lá vai a resposta: [a] me apaixonei por "Maxine" e ouvi exaustivamente a gravação, direto do LP, dezenas de vezes, copiando nota por nota, acorde por acorde, até obter uma transcrição completa. [b] Exatamente aquele acorde, naquele trecho, foi o que levou mais tempo para eu "decifrar", pois a lógica indicava o acorde que o Nico Rezende utilizou. Era o caminho harmônico óbvio e corriqueiro, que Donald Fagen evitou . [c]Anos depois, através da Net, obtive um "midi" da gravação original. Conferi com minha transcrição e estava igualzinho. [d]Não tenho "ouvido absoluto", que é um dom inato; mas, nos "jurássicos" anos 50/60, quando passei a me dedicar à música, não havia "songbooks", partituras e muito menos internet. Então, o OUVIDO era a principal ferramenta do músico e o meu, felizmente e sem falsa modéstia, é privilegiado. Ao longo dos anos, desenvolvi a capacidade de perceber qualquer caminho ou alteração harmônica, sem precisar consultar o piano ou o violão: vou ouvindo e "tocando" a harmonia, mentalmente. Pode parecer "marra" mas não é não: é uma mistura de dom natural com exercício - coisa normal para qualquer bom músico. 

(***) Certamente, o erro do Nico Rezendo deve ter sido cometido por pressa ou momentânea desatenção, porque bastava atentar para a linha do baixo e perceber que naquele(s) trecho(s) havia algo diferente. Mas, falta de competência, definitivamente NÃO FOI, pois ele fez o mais difícil: reproduzir com fidelidade, quase todo o complexo arranjo - só omitindo os acordes apontados ali em cima.