domingo, 24 de outubro de 2010

CLAUDIO RODITI: JAZZ TURNS SAMBA [Re-up]


CLAUDIO RODITI
Em 1964, num sábado, em Petrópolis, eu e o pianista KORUBA MENEZES fomos arregimentados às pressas para acompanhar um jovem trumpetista numa "jam session" no Clube 85. O nome do menino: CLÁUDIO RODITI - que na época, antes de ganhar o mundo, já era um assombro. Nos tornamos amigos desde então. CLAUDIO estreou em disco no primeiro álbum do Trio 3-D, do Antonio Adolfo, seu vizinho no Leme, Rio de Janeiro. É dele o solo na faixa 'CLOUDS' (Maurício Einhorn e Durval Ferreira) - lindo tema instrumental que foi a coqueluxe entre os músicos do "Beco das Garrafas" naquele ano, gravada por TODO MUNDO. CLAUDIO participou de TUDO o que se fez de "jazz" no Rio de Janeiro, antes de se transferir "de mala e cuia" pros USA. Foram notáveis suas participações em diversas formações, com seu amigo inseparável, VITOR ASSIS BRASIL. Os dois foram os mentores da legendária "big-band", que produziu o seguinte "causo": eu estava na casa do arranjador GEORGE ANDRÉ TAVARES - o "Chuca", em Ipanema (CHUCA também mora em New York desde 1978); chegaram Victor e Cláudio e pediram a Chuca que escrevesse um arranjo para "What is this thing called love" de Cole Porter. Até aí nada de novo, se não fosse a fantástica e complicada re-harmonização elaborada por VAB e CR, ambos exímios pianistas. Imediatamente copiei a harmonia, que toco até hoje e fui embora. Duas semanas depois voltei à casa de CHUCA. Debruçado sobre a partitura, apesar de sua extraordinária competência e talento como arranjador, CHUCA me recebeu dizendo: "vou jogar a toalha, não consigo destrinchar essa encrenca"! - e pediu socorro a Vitor e Cláudio. Os três craques, a seis mãos, deram o arremate no arranjo, 'masterpiece' gravada no álbum de VITOR ASSIS BRASIL, "Trajeto", já postado no blog.
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CLÁUDIO RODITI
O trompetista carioca Claudio Roditi, 59 anos, é bem mais conhecido e justamente apreciado por jazzófilos norte-americanos e europeus do que por aficcionados nativos que não tiveram a oportunidade de ouvi-lo ao vivo, no Rio, antes de 1970, quando arrumou as malas e voou para Boston, a fim de completar sua formação musical no agora sexagenário Berklee College. Em 1976, Roditi fixou-se em Nova York. Aos poucos, começou a ser respeitado pelos colegas da Big Apple, não apenas por se tratar de um músico pronto para dar brilho a qualquer conjunto de jazz comsotaque brasileiro ou caribenho. Técnica e talento de sobra despertaram a atenção dos já então renomados saxofonistas Michael Brecker e Paquito D'Rivera e - principalmente - de Dizzy Gillespie, que apadrinhou o discípulo estilístico, convocando-o para a United Nations Orchestra, em 1988. Roditi foi um dos sete eminentes trompetistas que, em janeiro de 1992, um ano antes da morte de Dizzy, reuniram-se em torno do mestre, no clube Blue Note, e gravaram para a Telarc o cd "To Dizzy with Love" (os outros eram Doc Cheatham, Jon Faddis, Wynton Marsalis, Red Rodney, Wallace Roney e Charlie Sepulveda). Sua cotação subiu ainda mais em 1996, quando atuou como sideman do lendário pianista Horace Silver no álbum "The Hardbop Grandpop" (Impulse 192). Nos últimos quatro anos, Roditi tem aparecido na lista dos dez melhores trompetistas em atividade na eleição anual dos leitores da Down Beat.
(Texto de Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil, 23/02/2006.)
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CLAUDIO RODITI
Claudio Roditi was born May 28th, 1946 in Rio de Janeiro, Brazil. He began his musical studies when he was just five years old. His native Brazilian music upbringing almost took a back seat as he became enamoured with jazz and heard recordings of Louis Armstrong, Harry James and other American trumpeters. By the time he was 13, thanks to an America uncle's record collection, he became familiar with Charlie Parker, Dizzy Gillespie and Miles Davis. "My uncle must have had the best jazz record collection in the whole of Brazil at that time. I use to listen to them at his house, particularly Charlie Parker and Miles. It was just the sounds that registered with me; I didn't know what it was or what any of the tunes were - I just liked the music." At the age of twenty, he was named a finalist in the International Jazz Competition in Vienna, and the following year, moved to Mexico City where he was active on the contemporary music scene. He relocated to Boston in 1970 and studied at the Berklee School of Music in 1970 and 71. Later he joined the faculty of the School of Contemporary Music and rounded out his schedule with club and concert performances. In 1976 Roditi moved to New York from Boston and began the arduous process of establishing himself in the highly competitive atmosphere of the world's jazz capital. He quickly broke into the local circuit, performing and recording with Joe Henderson, Charlie Rouse, Herbie Mann, Tito Puente, McCoy Tyner, and Paquito D'Rivera. Beginning in 1989, Roditi traveled for several years as a member of Dizzy Gillespie’s United Nation Orchestra and then toured with The Jazz Masters, a Gillespie tribute group let by Slide Hampton. His solo work SYMPHONIC BOSSA NOVA with Ettore Stratta and the Royal Philharmonic earned Roditi a Grammy nomination in 1995. Claudio integrates post-bop elements and Brazilian rhythmic concepts with ease and plays with power and lyricism. This versatility keeps him in demand as a leader, a studio musician and a sideman. He is also a composer and arranger and has thirteen critically acclaimed albums. Currently he leads his own band and frequently travels as a member of Dizzy Gillespie's United Nations Orchestra.
(SOURCE : http://www.jazztrumpetsolos.com/claudio.htm)
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ALBUM COMMENTS:
One of the hottest unions of bop and Brazilian rhythms ever recorded, Roditi's offering is a proof positive that Latin-tinged jazz has come a long way since the melodious but decidedly cool outpourings of the 1960s bossa nova craze...
(From: JazzTimes - 10/01/1996)
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MINHA OPINIÃO
Dizer o que? Que o repertório é um "colar de pérolas" ? Que os músicos formam um "dream team" ? Isso já está tão batido...tenho que consultar um dicionário de sinônimos com urgência. Mas cabem aqui 3 destaques: o baixista
DAVID FINCK, americano, é o primeiro a ser chamado para gravações de bossa nova e latin jazz quando um baixo-acústico é requerido. É especialista, dono de um "balanço" e de uma segurança incríveis. Uma verdadeira "âncora". O baterista
cubano IGNACIO BERROA , parece que nasceu batendo bossa-nova. E Hendik Meurkens, da mesma linhagem dos mestres Toots Thielemans e Mauricio Heinhorn - não necessáriamente nesta ordem - domina o "idioma" com perfeição. Também, não é prá menos: HM é presença constante nos álbuns e grupos do nosso gigante MANFREDO FEST.

(*) Para uso particular escolhi a faixa 'GIANT STEPS', feita sob medida prá ser tocada em ritmo de samba. Os duetos e contracantos de trumpete e sax-tenor são lindos e o "groove" de todo o grupo, irresistível.
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CLAUDIO RODITI: JAZZ TURNS SAMBA
Year: 1996

PERSONNEL:
Claudio Roditi (trumpet, flugelhorn)
Andres Boiarsky, David Sanchez (tenor saxophone)
Hendrik Meurkens (harmonica)
Mark Soskin (piano)
Ed Cherry (guitar)
David Finck (bass)
Ignacio Berroa (drums)

TRACKS/FAIXAS:
1. Moody's Samba
2. Birk's Works
3. Speak Low
4. Without a Song
5. Come Rain or Come Shine
6. Giant Steps
7. Moanin'
8. Moment's Notice
9. Donna Lee
10 Inside Out

Um comentário:

CARLOS BRAGA disse...

DOWNLOAD LINK:

http://www.mediafire.com/?e2k1yndmogo