


VITTOR SANTOS
Conheci Vittinho ainda moleque, de calças curtas, tocando bombardino na Banda Euterpe, no Alto da Serra em Petrópolis. Quem lhe deu o primeiro impulso foi o jornalista e "cantor" [sic] TITTO SANTOS, que o incorporou ao grupo que o acompanhava em shows. Depois, João Batista "Empolgação" Magalhâes, diretor social do "Clube 85" de Petrópolis, bancou a parada para que Vittor organizasse sua primeira "big-band", formada exclusivamente por jovens músicos amadores. Em um mês Vittor Santos meteu as mãos à obra e escreveu aproximadamente uns 50 arranjos que formaram o repertório inicial da orquestra. (As duas exceções foram "Tu Mi Delirio", para a qual eu escrevi meu primeiro arranjo para orquestra, e MR. LUCKY, um "stock arrangement" que eu havia comprado nos USA. Com essa primeira formação Vittor gravou
dois discos. Nas Jam Sessions na casa do pianista Antonio Paulo Pierotti, Vittor impressionava aos demais músicos, pelo domínio do trumpete, flugelhorn e piano. E ainda arranha um bom violão e se defende no contrabaixo. Depois foi para o Rio de Janeiro e...bem o resto é história, que vai contada aí embaixo pelos amigos Antonio Jorge - o "Treko" e o maestro Ian Guest, fan-de-carteirinha do Vittinho. (Se bem que eles esqueceram de contar que a maestrina MARIA SCHNEIDER ficou encantada com o talento de Vittor).
(*) O citado jornalista e "cantor" [sic] TITTO SANTOS é um tremendo boa praça, amigão do peito, gente finíssima, mas cantar não é exatamente o seu negócio. Mas Titto faz parte importante da história da bossa-nova, porque o hino DESAFINADO, foi composto por Tom e Newton Mendonça inspirados nele. Esse fato consta do livro "Caminhos Cruzados - a vida e a música de Newton Mendonça", cuja vendagem Titto Santos tentou embargar judicialmente, mas não conseguiu. Ô Titto Santos, que-que-isso, mermão? Essa coisa de tentar embargar a vendagem do livro não é a tua cara! Relaxe e sinta-se orgulhoso por ter sido "inserido no contexto" da história da bossa-nova, ainda que por vias transversas. Saravá!
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VITTOR SANTOS
Arranger, composer, producer and trombonist Vittor Santos was attracted to music very early through his parents records of brazilian singers such as Sílvio Caldas, Nélson Gonçalves, Anísio Silva among others. Vittor started to play tuba at 11 and became member of "Banda do Clube Musical Euterpe", during this period he studied with conductor Alberto de Araújo Lopes. Vittor started to play the trombone professionally at age 14 as a member of a quintet that played in dancing ball rooms. At 20 Vittor started his own band: “Vittor Santos Orchestra”, the band recorded two albums: "Aquarelas Brasileiras" and " Um Toque Tropical", and was featured in several TV series such as "Anos Rebeldes" and the movie "Banana Split". He featured at the Free Jazz Festival in 1999. Vittor Santos has recorded several albums: "Trombone" (1994), "Sem Compromisso" (1997), "Você só dança com ele" (2005) featuring Chico Buarque's songs, "Renovando as Considerações", also released in
the US as "Renewed Impressions". As an arranger or instrumentalist Vittor's work is
requested by important artists such as Chico Buarque de Hollanda, Caetano Veloso, Leny Andrade, Gal Costa, Moraes Moreira, Miltinho, Elza Soares, Ivan Lins, Francis Hime, Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Antônio Adolfo, Ed Motta, Maria Schneider, Hamilton de Holanda etc. Vittor also participated in the last recordings by Antonio Carlos Jobim. As an educator Vittor Santos is constantly requested to teach arranging , harmony and composition classes throughout Brazil in several events such as the International Summer Course at Escola de Musica de Brasília. Vittor Santos' symphonic orchestral work was first performed in 2001 "Divagações sobre os quatro elementos" by “Caxias do Sul Wind Orchestra”, in 2004 the Petrobras Symphonic Orchestra performed his "Divagações nº 12 - concert for clarinet and e orchestra". Vittor Santos' arrangements were performed by the Lincoln Center Jazz Orchestra during the event "Carnival on Broadway, the music of Brazil in 2001/2002. Vittor's works were also performed in Denmark by saxophonist Harvey Wainapel and the Kluver's Big Band in 2006. Vittor Santos' musical world transcends labels and categorization and reflects one of the best contributions that Brazil has done to the planet.
[by Antônio Jorge Cavalcanti Netto (Rádio Catedral-Rádio MEC-Rádio UCP)] - translated by Genil de Castro]
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VITTOR SANTOS
Arranjo musical é a alta expressão da combinação de dois polos do comportamento humano: espontaneidade e racionalidade. Preparar uma música para ser tocada por determinados instrumentistas, é atitude da mais absoluta descontração para alcançar o som da interpretação, potencializando os elementos que a música oferece. Para isso, é necessário, entretanto, o conhecimento formal, algo como engenharia. Vittor Santos, em criança, não cansava de por a mão nos instrumentos e descobrir o seu som: instrumentos de sopro, violão, piano e tudo que lhe aparecia na frente. Também não cansava de fazer perguntas como toda criança não para de fazer. A adolescência, em vez de lhe tirar a espontaneidade e lhe despertar o embaraço e desconfiança, atiçava-o a fazer perguntas mais e mais específicas, manuseando cada vez mais nos instrumentos e ainda dotava-o de disciplina, indispensável na formação do conhecimento. Os rumos e incidentes de sua infância e adolescência o levaram inexoravelmente à frente de uma “big-band” aos 20 anos. Suas perguntas e indagações se transformaram em investigações. Inteiramente voltado à essência humana, criativa e técnica, jamais “perseguiu a carreira” de arranjador-regente-intérprete: viu-se envolvido nela, reforçado pela perseverança, humildade e amor-pela-criação, marcas de seu temperamento. “Vittor Santos Orquestra” é o úníco e possível fruto dessa árvore plantada há 34 anos. E diga-se a propósito: é o início de tudo que está para lhe acontecer, trazendo em sua germe o fulgor, brejeirice e bravura de seu criador.
[Ian Guest - Maestro - Mariana (MG), 25 de Agosto de 1999. - Húngaro radicado no Brasil desde 1957 Bacharel em composição pela UFRJ e Berklee College of Music (Boston), diretor e fundador do CIGAM (Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical) e precursor da didática aplicada à música popular no Brasil.]
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MINHA OPINIÃO: a tradição de grandes trombonistas brasileiras começa com Raul de Barros e prossegue com os irmãos Edson e Edmundo Maciel, Raul de Souza, Nelsinho, Norato, Macaxeira, Manoel Araujo, Boccatto e tantos outros luminares do instrumento. Da última geração temos o grande VITTOR SANTOS, um dos mais técnicos, elegantes e talentosos desse time todo. A sua sonoridade é de uma clareza assustadora e o domínio de todas as regiões do instrumento lhe permiter emitir sons que às vezes se confundem com uma trompa ou um flugelhorn. Um diretor da Berklee School esteve no Rio há alguns anos, viu Vittor tocar e "surtou": queria levá-lo prá lá a todo custo. Vittor, recém-casado, consultou a esposa que se negou a ir pra Boston, felizmente. Eu acho que ele não tinha nada a aprender lá - pelo contrário, tinha muito o que ensinar. Talvez tenha dado um chute na sorte e na fortuna, mas prá nós é bem melhor que ele tenha ficado por aqui. Conheço alguns casos de talentos que se perderam
por lá...esqueceram o que traziam na alma e não aprenderam aquelas escalas estereotipadas. Autodidata, Vittor extrapolou dos limites do instrumento para se converter num respeitável arranjador, compositor e professor que - a respeito da sua jovialidade, angariou o respeito dos seus pares. Não vou comentar o disco: o repertório, e o alentado "dream-team" de músicos cujos nomes estão no encarte anexo e a qualidade dos arranjos do Vittinho dispensam todo o bla-bla-bla...é só ouvir prá se certificar de que tem em mãos um POÇO DE PETRÓLEO.
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VITTOR SANTOS - TROMBONE
Label: Leblon Records
Year: 1994
TRACKS/FAIXAS:
1. Folhas Secas
2. Beijo partido
3. Luiza
4. Primavera
5. As rosas não falam
6. Era só começo nosso fim
7. Feitio de oração
8. Travessia
9. Razão de viver
10. Bebê
DOWNLOAD: AQUI
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