sábado, 24 de julho de 2010

ROMANO MUSSOLINI: Mirage (1974)


ROMANO MUSSOLINI
Nem sempre "filho de peixe, peixinho é..." E a prova disso é ROMANO MUSSOLINI, filho do sanguinário ditador Benito, idem. Romano foi o oposto do pai: era um sujeito "do bem", um artista sensível que, além da música, também pintava, escrevia e produzia
filmes - tudo com muita dignidade. Como pianista, atuou ao lado de gente muito importante, como Chet Baker, Dizzy Gillespie, entre outros. Romano soube administrar com muita competência o fato de ser filho de quem foi. Durante boa parte de sua carreira, o sobrenome foi um entrave, sem dúvida. Por outro lado, nem sempre era avaliado por sua arte, mas pela curiosidade: afinal, por que mistérios e desígnios do destino, um personagem sinistro, como seu pai, trouxe à vida uma criatura tão dócil, amável, sensível, de sentimentos nobres e elevados - e acima de tudo, uma ALMA DE ARTISTA tão iluminada? Um pouco dessa essa aura que envolveu Romano em sua carreira, poderá ser avaliada com esta postagem de um dos raros álbuns por ele gravados.
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ROMANO MUSSOLINI
Romano Mussolini (Forlì, 26 de setembro de 1927 — Roma, 3 de fevereiro de 2006) foi o terceiro e mais jovem filho de Benito Mussolini. Nunca se envolveu na política, tendo sido um notável pianista de jazz e pintor. Também atuou brevemente como cineasta. Romano estudou música desde criança, tocando peças clássicas com seu pai no violino. O jazz foi banido da Itália durante o regime fascista, mas Mussolini desenvolveu um especial afeto por este gênero depois da guerra. Casado com Anna Maria Scicolone, irmã da atriz Sophia Loren, teve duas filhas, Elisabetta e Alessandra. Esta última é atualmente deputada no Parlamento Europeu por um
partido de direita italiano. Com sua segunda esposa, a atriz Carla Puccini, teve sua terceira filha, Rachele, que recebeu o nome de sua mãe Rachele Guidi. Romano era muito reservado quanto à sua família. Somente em 2004 que publicou um livro intitulado "Il Duce, mio padre" (O Duce, meu pai), seguido por um livro similar em 2005, com uma coletânea de memórias pessoais e confidênciais sobre seu pai.
(Fonte: Wikipedia)
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Romano Mussolini (September 26, 1927 - February 3, 2006) was the fourth and youngest son of Benito Mussolini, fascist dictator of Italy from 1922 to 1943. Romano was never involved in politics, but rather was a well-appreciated jazz pianist, painter, and an unsuccessful film producer A native of Villa Carpena, Forlì (Emilia-Romagna), Romano Mussolini studied music as a child playing classical pieces with his father on the violin. After World War II, he started playing jazz under an assumed name and by the mid 1950s, he had formed a trio. Romano Mussolini released a self-titled record through RCA Records in 1956. By the 1960s, he had formed the "Romano Mussolini All Stars", which became one of Italy's foremost jazz bands. The All Stars recorded a well-received record Jazz Allo Studio 7 in 1963 with At the Santa Tecla following a year later. Mussolini's band toured internationally with artists
including Dizzy Gillespie, Duke Ellington, Helen Merrill, and Chet Baker. In the 1990s, Mussolini recorded two more albums, Perfect Alibi and Soft and Swing. His playing style has been described as "...like a slightly melancholic Oscar Peterson. Occasionally inspired, he was always efficient; he made the refrain run on time." Mussolini married in 1962 Anna Maria Villani Scicolone, the sister of actress Sophia Loren. They had two daughters, Elisabetta, the younger, and Alessandra Mussolini, who is currently a member of the European Parliament, and leads an Italian right-wing neo-fascist party, Alternativa Sociale. Romano Mussolini composed the
party's official anthem, "The Pride of Being Italian". With his second wife, the actress Carla Maria Puccini, he had a third daughter, Rachele, named after his mother (Donna Rachele Mussolini). Mussolini was very reserved about his family history. It was only in 2004 that he published a book, entitled Il Duce, mio padre (Il Duce, My Father), followed by a similar book in 2005, collecting personal
memories and accounts of private confidences and discussions with his father. He was the last surviving child of Benito Mussolini. He died, aged 78, in a hospital in Rome of undisclosed causes.
(Souce: wikipedia)
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MINHA OPINIÃO: Em sua autobiografia, "Memórias Perdidas", CHET BAKER, na página 103 conta: "Quando eu trabalhava no Bussola, em Viareggio, tocava às vezes com Romano Mussolini, que parecia muito bom mas, ao mesmo tempo, muito tímido. Tudo que tocava soava como blues. Mesmo tocando um tema como "Stardust", ele conseguia transformá-lo num blues. Hampton Hawes tinha esta mesma qualidade, embora faltassem a Romano o fogo e imaginação de Hawes". Chet tinha razão: ROMANO é "bluesy" até a medula e incorporou aos seu vocabulário o uso recorrente de escalas de blues que, como se sabe, podem se constituir num precioso artifício (leia-se, "quebra galho") a ser utilizado quando falta imaginação ou inspiração para construir uma frase, principalmente em tempos rápidos e passagens harmônicas complexas. Já ouvi outros álbuns de Romano tocando piano acústico, instrumento no qual se sente mais confortável e dá margem a uma avaliação mais precisa que nesta gravação, onde toca piano elétrico. Na minha opinião, Romano é talentoso, mas não chega a ser um luminar: é um pianista competente, nada mais que isso. Talvez o ser humano, o "conjunto da obra" tenha sido maior e melhor que o músico.
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ROMANO MUSSOLINI: Mirage (1974)

PERSONNEL:
Rromano Mussolini - electric piano
Glauco Masetti - saxaphone
Emilio Soanna - trumpet
Piero Montanari - electric bass
Roberto Spizzichino - drums
Tulio de Piscopo - percussion

TRACKS/FAIXAS:
01 The Twitch
02 Omaggio a Oscar Peterson
03 Sweet Elisabeth
04 Hong Kong
05 Mirage
06 Blues for Alexandra
07 Rachel's Lullaby

Um comentário:

CARLOS BRAGA disse...

DOWNLOAD LINK:

http://www.mediafire.com/?g3zt2bjbjzm