LEILA PINHEIRO
Em 1981 eu fazia parte do juri do "I Festival Arealense de Música Popular", simpático evento realizado durante os anos 80, na pequena cidade de Areal, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Por ali passaram vários compositores e cantores e conjuntos vocais (entre eles o Garganta Profunda), em início de carreiras de relativo sucesso no futuro (Irinéia Ribeiro, Nilson Chaves, Carlos Papel, Ita Moreno, etc). E foi naquele ano que LEILA PINHEIRO arrebatou o que talvez tenha sido o seu primeiro prêmio como cantora: o de "Melhor Intérprete", entregue por mim. A platéia, naturalmente, sucumbiu aos encantos de Leila e muita gente - inclusive eu - vaticinou: nasce uma estrela. E a estrela brilhou...Quando Elis Regina morreu, parecia que Leila seria a sua sucessora - mas não foi. O brilho de Leila, embora não tivesse sido fugaz, foi se apagando, gradativa e inexplicavelmente, sem que ela fosse o que poderia ter sido: a melhor cantora de sua geração.
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LEILA PINHEIRO
Leila Toscano Pinheiro (Belém do Pará, 16 de outubro de 1960) é cantora, compositora e pianista. Filha do gaitista Altino Pinheiro, iniciou-se no estudo de piano aos dez anos, no Instituto de Iniciação Musical. Em 1974, Leila desiste das aulas teóricas de música e passa a estudar piano com um conterrâneo, Guilherme Coutinho, músico de talento e presença importante no cenário musical de Belém.
Em 1980, ela abandona - no segundo ano - o curso de medicina e em outubro, estreia o primeiro espetáculo, Sinal de Partida (realizado no Theatro da Paz, em Belém), onde estreou como cantora profissional. Em 1981, muda-se para o Rio de Janeiro onde gravou o primeiro LP, o independente Leila Pinheiro, produzido por Raimundo Bittencourt. Excursionou com o Zimbo Trio em 1984, realizando uma série de espetáculos pelo exterior, mas o sucesso veio na verdade quando ganhou o prêmio de cantora-revelação no Festival dos Festivais (TV Globo, 1985), onde interpretou a canção Verde, que foi classificada em terceiro lugar consecutivo e é o primeiro sucesso radiofônico. A convite do então diretor artístico Roberto Menescal, Leila assinou contrato com a gravadora Polygram (atualmente Universal Music). O disco que marca a estreia nessa gravadora é Olho Nu, que lhe garantiu o prêmio de melhor intérprete no Festival Mundial Yamaha. O álbum, muito elogiado pela crítica especializada, obteve vendagem significativa. No ano seguinte, recebe da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) o Troféu Villa-Lobos, como revelação feminina. Colecionando muitos prêmios, a partir daí prosseguiu com mais dois discos: Alma e principalmente Bênção Bossa Nova. Este último foi lançado em comemoração aos trinta anos de bossa nova no Brasil. Produzido por Roberto Menescal para o mercado japonês, o disco vendeu duzentas mil cópias - marca jamais atingida por um disco deste gênero de música até então. A partir daí Leila passou a ser conhecida como cantora de bossa nova, rótulo este que seria reforçado com o lançamento do disco Isso é Bossa Nova (1994), que marcou a estreia na gravadora EMI e foi o último a ter versão em vinil. Nesta gravadora, também lançou Catavento e Girassol, um tributo aos cantores e compositores Guinga e Aldir Blanc, Na Ponta da Língua (1998), que trouxe canções inéditas de compositores novatos e Reencontro (2000), um tributo aos cantores e compositores Ivan Lins e Gonzaguinha. No final dos anos 90 fez espetáculos com o parceiro e amigo Ivan Lins nos Estados Unidos e ainda um tributo a Tom Jobim realizado na casa de espetáculos nova-iorquina Carnegie Hall. Também participou de outros projetos especiais, tais como Tributo a Tom Jobim (Som Livre) e Sinfonia do Rio de Janeiro, de Francis Hime. Em 1998 participou do Festival Brazilfest, ao lado de Bebel Gilberto, Patricia Marx, Carol Saboya e do grupo de câmara Quinteto d'Ellas, projeto que foi idealizado na concha acústica de uma casa de espetáculos nova-iorquina, Damrosch Park, Lincoln Center de Nova Iorque (EUA).
Fonte: Wikipedia
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LEILA PINHEIRO
Leila Pinheiro is a renowned singer who established a name in bossa nova and then started to explore the Brazilian pop field. At ten, she began her music studies. Four years later, she abandoned music theory and started to have piano classes with Guilherme Coutinho. In 1978, she enrolled at the FEMP medicine course, abandoning it two years later, when she launched her career in the show Sinal de Partida, at Belém's Teatro da Paz. In the next year, she moved to Rio de Janeiro RJ and independently recorded her first album, Leila Pinheiro, which had special guests Tom Jobim, João Donato, Ivan Lins, Francis Hime, and Toninho Horta. The album was released two years later, at the Sala Funarte (Rio), with guest artist the composer/performer Sérgio Ricardo. In 1984, she performed with Zimbo Trio in Colombia (Bogota and Barranquilla). In 1985, she won third place and the Revelation Singer prizes at TV Globo's Festival dos Festivais with "Verde" (Eduardo Gudin/J. C. Costa Netto). Olho Nu (1986) was the first album after the contract with Polygram, in that year, and had Pat Metheny in a special appearance. Released simultaneously in Japan, the album yielded an invitation for the 17th Yamaha Festival as Brazil's representative, where she was appointed the best interpreter. In 1987 she was awarded with the Villa-Lobos trophy as the feminine revelation of the year by ABPD (National Association of Record Producers). She participated in the OTI Festival (Portugal). In 1988, she released her third album, Alma, and toured Brazil with Wagner Tiso in the Projeto Pixinguinha. In 1989, she was produced by Roberto Menescal and recorded and released a bossa nova album in Japan, while she launched Benção Bossa Nova in Brazil. One year later, the album reached the total of 200,000 sold copies, the biggest selling of a bossa nova album in Brazil until then. In the Noite da Bossa Nova (first Rio Show Festival) performed along with Carlos Lyra, Verônica Sabino, Leny Andrade, Os Cariocas, and Johnny Alf. Outras Caras, her fifth album, was also produced by Roberto Menescal and released in Japan. In 1993, her last album through Polygram, Coisas do Brasil, won the gold record. In that year, she performed in Belgium, Netherlands, France, and Spain. In 1994, the first album through EMI-Music, Isso é Bossa Nova, also earned a gold record. Two years later, she recorded the Catavento E Girassol album, dedicated to the works by the duo Guinga/Aldir Blanc. In 1997, she participated, with Baden Powell, Toquinho, and Carlos Lyra, in the tribute show to Vinícius de Moraes Vivendo Vinícius (Metropolitan, Rio). In September, she went to the U.S. where she accompanied Ivan Lins in his American tour as a special guest. They performed in 11 cities and closed the tour at the Blue Note (New York). In October, she participated in the show All Jobim, at the Carnegie Hall, also in New York, in which Ivan Lins, Dori Caymmi, Al Jarreau, Joe Lovano, Eugene Malov, and Sharon Isbin also performed. In the next year, she released Na Ponta da Língua, dedicated mostly to contemporary pop composers. Also in that year, she recorded a TV special for the Portuguese channel RTP; in August, she performed at the Lincoln Center for 8,000 people, along with the other Brazilian singers Bebel Gilberto, Patricia Marx, Carol Saboya, and the Quinteto D'Ellas; and released the ninth album, Na Ponta da Língua. In 1999, she performed, in different shows, with Ivan Lins, MPB-4, Guinga, Paulo Bellinati, Lula Galvão, Orquestra Jazz Sinfônica, Paulo Sérgio Santos, Baden Powell, Tet Vocal, Nelson Faria, Luiz Brasil, Roberto Menescal, Flávio Venturini, Margareth Menezes, Banda Didá, and Madredeus. In Israel, she sang at the Jerusalem International Convention Center Binyael Ha'ooma, accompanied by the Jerusalem Symphonic Orchestra. Also in that year, she participated on the CD Casa de Samba 3, in duet with the sambista Walter Alfaiate. In 2000, she released her tenth album, Reencontro, dedicated to Gonzaguinha's and Ivan Lins's compositions.
~By Alvaro Neder - allmusic.com
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MINHA OPINIÃO
O repertório não podia ser melhor, por reunir em diversos "medleys", algumas das melhores canções dos mais importantes compositores da bossa-nova. Os acompanhamentos (que não chegam a ser arranjos) são econômicos e discretos, emoldurando de forma eficiente a excelente performance de Leila Pinheiro. Muito bom!
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LEILA PINHEIRO: Bênção bossa-nova
PERSONNEL:
Roberto Menescal - acoustic guitar
Jamil Joanes - bass
Rubinho - drums
Fernando Merlino - keyboards
Barney - percussion
Arrangements by Roberto Menescal
TRACKS/FAIXAS:
01 - Lobo bobo (Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli)
Saudade fez um samba (Carlos Lyra-Ronaldo Bôscoli)
Você e eu (Carlos Lyra-Ronaldo Bôscoli)
Se é tarde me perdoa (Carlos Lyra-Ronaldo Bôscoli)
02 - O amor em paz (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)
Meditação (Tom Jobim-Newton Mendonça)
Corcovado (Tom Jobim)
Ela é carioca (Tom Jobim-Vinicius de Moraes)
03 - Prá dizer adeus (Edu Lobo, Torquato Neto)
Candeias (Edu Lobo)
04 - Preciso aprender a ser só (Paulo Sérgio Valle, Marcos Valle)
Samba de verão (Marcos Valle-Paulo Sérgio Valle)
Gente (Marcos Valle-Paulo Sérgio Valle)
05 - Batida diferente (Maurício Einhorn, Durval Ferreira)
Moça flor (Durval Ferreira-Luiz Fernando Freire)
Tristeza de nós dois (Durval Ferreira-Maurício-Bebeto)
06 - Que maravilha (Jorge Ben, Toquinho)
Chove chuva (Jorge Ben)
Mas que nada (Jorge Ben)
07 - Ilusão à-toa (Johnny Alf)
O que é amar (Johnny Alf)
08 - Ah! Se eu pudesse (Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli)
O barquinho (Roberto Menescal-Ronaldo Bôscoli)
Você (Roberto Menescal-Ronaldo Bôscoli)
Nós e o mar (Roberto Menescal-Ronaldo Bôscoli)
09 - Mentiras (Lysias Enio, João Donato)
Até quem sabe (João Donato-Lysias Enio)
10 - Prá que chorar (Baden Powell, Vinicius de Moraes)
Tem dó (Baden Powell-Vinicius de Moraes)
Samba da bênção (Baden Powell-Vinicius de Moraes)

2 comentários:
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Anônimo:
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