
LAURINDO DE ALMEIDA
Ao lado do grande GAROTO, (Anibal Augusto Sardinha), LAURINDO DE ALMEIDA foi o outro grande nome do violão brasileiro antes da bossa-nova. Os acordes e caminhos harmônicos que vieram a ser a marca registrada da bossa, já eram utilizados por estes dois gigantes. As biografias adiante transcritas OMITEM um fato
importantíssimo na carreira de Laurindo: a sua participação na big-band de STAN KENTON. Laurindo e o maestro cubano CHICO O´FARRIL foram responsáveis diretos pela "latinização" da banda de Kenton.
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LAURINDO DE ALMEIDA
Laurindo José de Araújo Almeida Nóbrega Neto ou Laurindo Almeida nasceu na cidade de Miracatu em São Paulo, Brasil. Faleceu em 26 de julho de 1995 na California, EUA. Um dos violonistas brasileiros mais conhecidos nos Estados Unidos e praticamente desconhecido no Brasil, Laurindo de Almeida teve importância ao introduzir o violão brasileiro, com todas as suas caraterísticas únicas, no mundo do jazz norte-americano. Nascido em Miracatu, interior de São Paulo, começou a tocar violão em serestas e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1935, quando passou a trabalhar no Cassino da Urca e na Rádio Mayrink Veiga. Atuou também como compositor, criando choros e valsas, alguns em parceria com o violonista Garoto. Com a lei que proibiu
o jogo no Brasil, numa época em que Laurindo era considerado um dos melhores violonistas do país, foi para os Estados Unidos em 1947, onde tocou em orquestras, filmes, shows e consolidou uma respeitável carreira solo. Gravou o primeiro de uma série de discos em 1949 e participou da trilha de sonora de cerca de 800 filmes. Participou do Modern Jazz Quartet nos anos 60 e do LA4 na década seguinte. Consolidou-se como arranjador, orquestrador e compositor, além de instrumentista. Ganhou 6 prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica. Laurindo contribuiu talvez como nenhum outro artista para a difusão sistemática da bossa nova nos EUA. Comenta-se mesmo que suas gravações de meados dos anos 50 com o saxofonista Bud Shank antecipam em vários
anos, do ponto de vista musical, o aparecimento da bossa nova nos duos de Stan Getz com Charlie Byrd, João Gilberto e o próprio Laurindo, em 1962 e 1963 (duos que os norte-americanos pensam ser o marco inicial da bossa nova), e até mesmo o nascimento oficial do estilo, pelas mãos e voz de João em 1958. Em 1964, gravou um disco com o Modern Jazz Quartet, com o qual também faria turnês. Nos anos 70, formou o L.A.4 com Bud Shank ao sax, Ray Brown ao contrabaixo e, sucedendo-se na bateria, Chuck Flores, Shelly Manne e Jeff Hamilton. O grupo, que tocava uma mistura de west coast jazz com baladas e música brasileira, teve considerável sucesso. Praticamente esquecido no Brasil, com mais de 40 discos gravados no exterior e participação em mais outros tantos, Laurindo de Almeida permaneceu em atividade até o fim da vida, finalizando seu último CD, "Naked Sea", com Danny Welton, duas semanas antes de sua morte.
(Source: http://www.guitar-player.blogger.com.br/)
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SAMMY DAVIS JR.
Of all the song-and-dance entertainers of the 1950s and '60s, Sammy Davis Jr. is the one whose recording career most deserves to be reconsidered. A performer of boundless energy, Davis was known for plowing over audiences with flim-flam and razzle-dazzle. But in the studio, the diminutive don of the Rat Pack was, at times anyway, a serious singer. His discography doesn't reflect this from top to bottom:
There's a fair amount of goopy schmaltz and novelty stuff under his name, alongside such sparkling outings as 1960's I've Got a Right To Swing, which features Count Basie's uncredited big band. Nothing he ever did, though, is quite as startling as the duet record Sammy Davis Jr. Sings, Laurindo Almeida Plays. The disc places Mr. Entertainment in a desolate cocktail bar, with nobody to impress and only a guitarist, the underrated Brazilian Laurindo Almeida, for support. Davis knows he can't bellow, so he instead sings in a way that emphasizes slight variations of shading and inflection — areas over which he displays consummate control. On the tempo-less early verses of "Here's That Rainy Day", Davis sings lazily, in a nothing-special way, yet still changes the atmospheric pressure in the room. Unlike many singers, he's in no hurry to fill every inch of the frame; to prove it, he lets his words fall in all kinds of unlikely places between the beats. Having no orchestra to hide behind would seem to be a problem for a belter like Davis, but he takes full advantage of the intimate setting: At times during "We'll Be Together Again", which was recorded a decade later by the similarly sensitive duo of Tony Bennett and Bill Evans, Davis sounds happy just to hang out and listen to Almeida 's spry, carefully considered chords. That sensitivity to the accompaniment helps make the Davis version of "The Shadow of Your Smile" one for the ages: It begins in a sullen, tempo-less reverie, then snaps into a disciplined bossa-nova beat for the second verse. Then, as the singer and the guitarist amble along, they shift back and forth between the tempo and the fantasy, echoing and expanding upon the nostalgic yearning of the lyric in a zillion little ways. Anyone who's never thought much about Sammy Davis Jr. as a singer should start here.
(Source: http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=6522104)
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MINHA OPINIÃO: Assim como "Julie is her name", de Julie London & Barney Kessel, e "Inolvidables" de Lucho Gatica & Arturo Castro, eu incluo este álbum de Sammy & Laurindo dentre aqueles mais representativos de voz + violão gravados no exterior, nos anos 50 e 60. Gravado em 1966 quando o estilo da BN já estava consolidado, Laurindo mantém a velha mescla do "antigo" com o "moderno", marca registrada dele, Garoto, José Menezes e Valzinho, os grandes nomes do violão nos anos 50. E foi este estilo que Baden Powell cultivou ao longo de toda a sua carreira. Um violão "brasileiro", sem a conotação "jazzistica" da geração BN e pós-BN. Mas Laurindo dominava também o idioma jazzistico, como se constata nas harmonizações de "Speak Low" e "We´ll be together again", uma aula de classe, "finesse", elegância e bom gosto.
(*)MUITO ANTES da eclosão do movimento BN, em 1953, Laurindo gravou "Speak Low" com Bud Shank no álbum intitulado "Brazilliance", com uma harmonia ainda mais sofisticada, totalmente jazzística. Eu, Henry Percy e Iko Castro Neves, dentre outros violonistas da época, aprendemos aquela harmonia, depois de ouvi-la dezenas de vezes. E até hoje ainda toco "Speak Low" daquele jeito: não tem por que mudar.
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SAMMY DAVIS SINGS LAURINDO DE ALMEIDA PLAYS
Label: Reprise/DCC (1966)
Recorded June 14-15, 1966, Hollywood, Los Angeles:
PERSONNEL:
Sammy Davis, Jr.: vocals
Laurindo Almeida: guitar
TRACKS/FAIXAS:
01. Here's That Rainy Day" (Johnny Burke, Jimmy Van Heusen) – 2:19
02. Two Different Worlds" (Al Frisch, Bernie Wayne) – 3:24
03. The Shadow of Your Smile" (Johnny Mandel, Paul Francis Webster) – 4:08
04. Where Is Love" (Lionel Bart) – 3:04
05. Ev'ry Time We Say Goodbye" (Cole Porter) – 4:08
06. I'm Always Chasing Rainbows" (Harry Carroll, Joseph McCarthy) – 2:25
07. We'll Be Together Again" (Carl Fischer, Frankie Laine) – 3:18
08. Joey, Joey, Joey" (Frank Loesser) – 4:23
09. The Folks Who Live on the Hill" (Oscar Hammerstein II, Jerome Kern) – 3:50
10. Speak Low" (Ogden Nash, Kurt Weill) – 3:35
DOWNLOAD: AQUI
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