segunda-feira, 16 de março de 2009

OSCAR CASTRO NEVES: BIG BAND BOSSA NOVA (1962)


OSCAR CASTRO NEVES BIG BAND BOSSA NOVA
Nos primórdios da bossa nova, Quincy Jones e Stan Getz lançaram antológicos álbuns com suas respectivas "big bands" tocando as novidades da BN. No Brasil, este foi o primeiro álbum em que a BN instrumental saiu das pequenas formações. Na época Oscar ainda não sabia escrever arranjos para sopros e chamou o competente e experiente Astor Silva para faze-lo. Arregimentou um timaço de músicos que, agregados ao seminal quarteto de Oscar, produziram este álbum antológico. Guardo grandes recordações dessa época e assisti a grande parte das gravações em estúdio. Eu era amigo e contemporâneo dos trigêmeos Oscar, Iko e Zequinha e estudávamos no
Colégio Werneck em Petrópolis. Henry Percy Wilcox abandonou a carreira de músico profissional e abraçou a carreira de médico. Naqueles anos dourados, Henry era meu sócio numa academia de violão, onde - a exemplo da mais famosa, a de Carlinhos Lyra e Roberto Menescal, ensinávamos os primeiros acordes ao alunos (em sua maioria, alunas),ávidos pelas novidades da BN. Iko - ao contrário de seus irmãos Mário e Oscar, desistiu da música e seguiu pelos caminhos da arquitetura. Infelizmente Henry e Iko, assim como Zequinha, já nos deixaram. O baterista Roberto Pontes Dias também abandonou a carreira de músico profissional: é promotor de justiça aposentado e grande advogado atuante. Ainda somos amigos e costumamos nos encontrar quando estou no Rio de Janeiro. Não vejo Oscar há muitos anos: desde que ele se radicou em Los Angeles, só nos encontramos uma ou duas vezes. Esta postagem me levou de volta no tempo, aos melhores anos de minha vida.
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OSCAR CASTRO NEVES
Violonista, pianista, compositor, arranjador, produtor, Oscar Castro Neves sabe tudo de música. Veio ao mundo bem acompanhado: nasceu trigêmeo, em 15 de maio de 1940, no Rio de Janeiro, numa família em que todos tocavam algum instrumento.Tinha 16 anos quando compôs “Chora tua tristeza”, seu primeiro grande sucesso. Pouco depois, em companhia de Antonio Carlos Jobim, João Gilberto,Carlos Lyra, Roberto Menescal e tantos outros artistas de uma geração excepcional, tornou-se um dos criadores da
Bossa Nova. Oscar teve notável participação no primeiro concerto de bossa nova nos Estados Unidos, realizado em 22 de novembro de 1962, no Carnegie Hall, Nova York. A partir de então, consolidou-se como um artífice da abertura do mercado norte-americano à música brasileira. Em 1971, juntou-se a Sérgio Mendes e, como violonista, diretor musical e às vezes co-produtor, gravou mais de 15 discos com o Brazil 66, grupo com o qual apresentou-se em quase todas as grandes salas do circuito internacional. Sua extraordinária bagagem musical assegura a Oscar Castro Neves a admiração do público e os aplausos da crítica, que destacam a sua sofisticada concepção harmônica e a textura delicada e rica de seus trabalhos
para orquestra. Mas tudo isso é pouco para definir o homem. Nele, o que mais impressiona é a dimensão humana, a alegria de viver, a delicadeza para com todos e a calorosa devoção à família e aos amigos. Oscar é, enfim, uma flor de pessoa. Sou seu amigo e fã desde os bancos escolares, no saudoso Colégio Werneck em Petrópolis e nas célebres e histórias jam-sessions na casa da família Castro Neves, com o quarteto original dos irmãos (Mário, Oscar, Iko e Léo). Mais tarde, fomos componentes do legendário conjunto de danças "Starlight", ao lado de Oceano Menezes (Koruba), Henry Percy Wilcox, Roberto Gelli, Felippo Gelli, Tonico Ramos Filho, Fernando Mora, Hamilton "Capi" Ferreira, Jair Maia e Reinaldo Hingel. E, de quebra, alguns anos mais tarde, participávamos das históricas reuniões semanais do MUSICLUBE, onde se reunia a nata dos músicos e cantores (o cardápio era amplo e variado e você podia escolher: Vinicius, Baden, Francis Hime, Os Cariocas, Tito Madi, Luiz Claudio, Tita Lobo, Antonio Adolfo, Luizão Maia, Helio Celso, Claudio Roditi, Vitor Assis Brasil, Tenório Junior, Duduka Fonseca, Cesárius Alvim, Ion Muniz, Vitor Manga e vai por aí...) em noitadas intermináveis. Aprendi com Oscar muitos dos segredos do violão e da música, em nossa estreita convivência naqueles anos dourados.
(CB)
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OSCAR CASTRO NEVES
Few musicians in the world today can boast a career that reflects a lifetime of accomplishments as diverse, rich and acclaimed as those Oscar Castro-Neves has achieved. Renowned as a composer and arranger for his sophisticated harmonic concepts and the exquisite texture and color of his orchestrations, he is equally
well known for his distinctive guitar style and as an accomplished record producer who has worked with dozens of major artists in a wide range of jazz, popular, Brazilian and classical idioms. Oscar was born May 15, 1940, in Rio de Janeiro, Brazil, one of triplets in a highly musical family. Along with Antonio Carlos Jobim,
João Gilberto and a handful of other young composers, he emerged in the early 1960s as one of the founding figures of the musical movement that became known worldwide as Bossa Nova. His first instrument was the cavaquinho, the small Brazilian guitar used in such traditional styles as choro. He soon added the piano and classical guitar to his repertoire and began performing with his three brothers -- pianist Mário, bassist Iko and drummer Léo. Following his U.S. debut at the legendary "Carnegie Hall Bossa Nova Concert", Oscar and his quartet toured in the illustrious company of the Dizzy Gillespie Quintet, the Stan Getz Quartet, the Lalo Schifrin Trio and the Laurindo de Almeida Quartet before he returned to Brazil to resume a busy schedule as an arranger and producer. In 1971 he made Los Angeles his permanent home, joining Sergio Mendes' Brazil '66 group as the featured guitarist, music director and vocal coach. When he left the group in 1981, he had recorded more
than 15 albums with Mendes, had co-producer many, and had appeared in concert in dozens of the world's major cities. Not surprisingly, major media critics have been lavish in their praise of Oscar. Although a permanent resident of the U.S. for over three decades, he remains well known and widely respected in his native land and he continues to be invited to participate in major made-in-Brazil music productions,
including the recent DVD releases Coisa Mais Linda, a documentary on the history of Bossa Nova, and Bossa Nova Concert, an all-star performance feature Oscar and such Brazilian music icons as Marcos Valle, João Donato and Carlos Lyra. As a solo artist, Oscar has recorded many albums, including Big Band Bossa Nova, Tropical Heart, Maracujá, Brazilian Scandals, More Than Yesterday, and Oscar. oday associated with Mack Avenue Records, Oscar has recorded Playful Heart and, his current release, All One, for the label. "I drink from many founts," Oscar says metaphorically, explaining his insatiable desire to explore the widest possible realm of music influences who made Oscar Castro-Neves one of the world's most complete musicians of his generation.
(Souce: Oscar Castro Neves website, edited by CB)
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MINHA OPINIÃO - neste álbum estão registradas as primeiras composições de Oscar: "Não faz assim", com letra de Ronaldo Bôscoli, "Menina Feia" e "Chora tua tristeza", com o nosso parceiro comum, o saudoso Luvercy Fiorini e "Patinho Feio", música que Oscar colocou sobre uma letra pronta de Dolores Duran. Os arranjos de Astor Silva são bem escritos e os músicos convidados a compor a banda eram o "creme-do-
creme" da época, 1962. Um álbum raro e importante, uma das únicas gravações onde aparece o Quarteto de Oscar Castro Neves, um marco na história da bossa nova e responsável pelos acompanhamentos dos cantores no legendário "Concerto do Carnegie Hall".
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OSCAR CASTRO NEVES: BIG BAND BOSSA NOVA

PERSONNEL:
Oscar Castro Neves : Piano
Iko Castro Neves : Contrabaixo
Henri Percy Wilcox : Violão
Roberto Pontes Dias : Bateria
Wilson das Neves : Percussão
Chico Feitosa : Percussão
Clélio Ribeiro : Trompete
Emílio Baptista : Saxofone Alto
Genaldo Medeiros dos Santos : Saxofone Barítono
Gilson de Freitas : Percussão
Hélio Marinho : Saxofone Tenor
Norato (Antônio José da Silva) : Trombone
Zé Bodega (José de Araújo Oliveira) : Saxofone Tenor

Arranjador: Astor Silva

TRACKS/FAIXAS
01 O Menino Desce O Morro
02 Desafinado
03 Não Faz Assim
04 Chora Tua Tristeza
05 Chega De Saudade
06 Zelão
07 Samba De Uma Nota Só
08 Outra Vez
09 Patinho Feio
10 Menina Feia
11 Doralice
12 Aula De Matemática

Um comentário:

Anônimo disse...

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