sábado, 6 de novembro de 2010

THELONIOUS MONK: Solo Monk

THELONIOUS MONK
Me lembro como se fosse hoje: no final dos anos 50, cheguei em casa com um álbum de Monk. Tão logo o coloquei na vitrola, a reclamação de meu pai, em altos brados, foi imediata: "Quem é esse sujeito que está maltratando o piano? Parece com VOCÊ, tomando lições com D. Pequetita..." E ele não deixava de ter suas razões: afinal, seus ouvidos (apurados), em termos de piano-jazz, estavam acostumados ás peripécias de Art Tatum, à técnica de Errol Garner e à elegância de George Shearing. E como meu "velho" também era "viciado" em música clássica, o piano "sujo" de Monk era um atentado á clareza e à limpidez dos diversos "Rubinsteins" - magníficos pianistas que frequentavam nossa vitrola, interpretando Debussy, Chopin, etc. Eu mesmo, demorei um pouco para aceitar e gostar daqueles "clusters" e daquela concepção harmônica toda "torta": depois de algum tempo, embora não seja exatamente um "monkmaníaco", passei a devotar um grande respeito a este "monstro sagrado" que, como compositor, produziu algumas dos mais belos - e complexos - temas de jazz. Exemplos? "Pannonica", "Ruby my Dear" , "In walked Bud" e o "blockbuster" - o mais conhecido deles, "Round Midnight".

(*) Dona Pequetita Médici foi minha primeira professora de piano, quando eu tinha uns 10 anos de idade.
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ALBUM REVIEW
Hearing Thelonious Monk as a solo pianist is a unique experience: his style, always rather unique in its use of space and rhythm, picks up a delicate stride feel to it, when presented without other instruments. Monk's piano style was largely perfected during his stint as the house pianist at 'Mintons' in New York City, during the early to mid 1940's. The Minton's scene was crucial in the formulations of the be-bop genre, and brought Monk in close contact with Charlie Parker and Dizzy Gillepie - among many other great jazzmen.One of great masters of the improvised line, along with his strikingly original harmonic ideas makes this a real treat. The tune list is a mixture of originals and standards such as 'I Should care', 'Everything Happens to Me', and his own classic 'Ruby My Dear'. This is pure delight.
(CB)

(*) Once, Monk said "There is no wrong note, it has to do with how you resolve it..."
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MINHA OPINIÃO
Não dá pra comparar o piano "sujo e vacilante" [sic] de Monk com a "limpeza" e a "fluência" de Bill Evans, Oscar Peterson, Michel Camilo ou Gonzalo Rubalcaba - para citar apenas alguns dos mais técnicos pianistas de jazz, de uma lista incomensurável. Mas o estilo de Monk, a despeito de sua suposta "deficiência técnica", é inigualável, personalíssimo. Ouvir, atentamente, suas revisões harmônicas, na releitura de "standards" (e depois compará-las com as harmonias originais), é uma aula, imprescindível para quem se dedica a um estudo sério de harmonia. Nenhum outro pianista - mesmo aqueles que se dedicaram a  "experimentalismos" (como Cecil Taylor, por exemplo) - soube usar os "clusters" como Monk. Em resumo: como todos os gênios, TM se coloca acima do bem e do mal, imune a críticas. Gostar ou não gostar é problema de cada um.

(**) A célebre frase de Monk, a respeito de que "não existem notas erradas: depende de como você as resolve..." serviu, durante muito tempo, de desculpa para MUITOS pianistas justificarem seus erros grosseiros.
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THELONIOUS MONK: Solo Monk

TRACKS/FAIXAS:
1. Dinah
2. I Surrender, Dear
3. Sweet And Lovely
4. North Of The Sunset
5. Ruby, My Dear
6. I'm Confessin' (That I Love You)
7. I Hadn't Anyone Until You
8. Everything Happens To Me
9. Monk's Point
10. I Should Care
11. Ask Me Now
12. These Foolish Things (Remind Me Of You)
13. Introspection

3 comentários:

Anônimo disse...

Ué, cadê o link?

CARLOS BRAGA disse...

O link tá aí, ué!

DOWNLOAD LINK:

http://www.megaupload.com/?d=Q7SQ2HG4

Anônimo disse...

Muchos Gracias!