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VIcTOR ASSIS-BRASIL
Uma coisas de que me orgulho na vida de músico é ter sido contrabaixista de um dos quartetos de Vitor Assis Brasil, ao lado de Aloisio Aguiar, piano e Cláudio Caribé, bateria. Eu poderia escrever um livro sobre VAB que foi um grande amigo, infeliz e precocemente falecido em 1981 aos 35 anos de idade. Vou contar um "causo": em 1967/ 68, um rico casal de Ipanema adorava jazz e transformou seu apartamento de cobertura numa verdadeira filial de luxo do 'Clube de Jazz e Bossa'. As "jam-sessions" rolavam quase todos os dias e eram freqüentadas por Vitor, os dois Claudio (Caribé e Roditi), Helio Delmiro, Fernando Martins, Edson Lobo, Ion Muniz, Haroldo Mauro, Leonardo Luz - enfim, todo mundo. A dona da casa, um "mulheraço" era um tanto quanto..."dadivosa" e o marido muito "liberal". Pois bem: alguns anos depois por volta de 1983 eu estava fazendo uma refeição numa lanchonete de Ipanema quando adentrou a nossa querida anfitriã acompanhada por uma menina-moça de aproximadamente 15 anos de idade, que ela me apresentou como sua filha. Juro por Deus que, depois de passado o susto, foi difícil conter o riso: a menina era a "cara" do Vitor Assis Brasil em tudo-por-tudo, desde o jeito de andar até a expressão do olhar; tinha os cabelos negros e lisos - parecia uma "xerox" do Vitor! (Quase perguntei se a menina tocava saxofone...)
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Transcrevo um pequeno trecho do artigo escrito por José Domingos Rafaelli, por ocasião dos 20 anos do falecimento de Vitor, publicado em 17/04/2001 na Batida do Jazz. Nestas poucas linhas o mestre Rafaelli fez um resumo da personalidade de VAB: "Modesto, simpático, prestativo, sempre disposto a prestigiar e incentivar os novos valores, apoiou muitos jovens músicos que se tornaram conhecidos, inclusive internacionalmente. Quantos dele receberam a primeira e real oportunidade ou um grande impulso para se projetarem ? Entre muitos outros, Helio Delmiro, Claudio
Roditi, Ion Muniz, Fernando Martins, Claudio Caribé, Marcio Montarroyos, Paulo Lajão, Aloísio Aguiar, Lula Nascimento e Alberto Farah."
Assim era o pequeno GIGANTE VICTOR ASSIS-BRASIL. Descanse em paz, meu irmão.
(CB)
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VICTOR ASSIS-BRASIL (Rio de Janeiro, 28 de agosto de 1945 — Rio de Janeiro, 14 de abril de 1981), foi um saxofonista brasileiro e um dos mais aclamados instrumentistas do jazz nacional. Irmão gêmeo do pianista clássico João Carlos
Assis Brasil, começou a tocar profissionalmente em 1965, indo depois estudar na Berklee College of Music, Estados Unidos, entre 1969 e 1973. Lá tocou ao lado de Dizzy Gillespie, Jeremy Steig, Richie Cole, Clark Terry, Chick Corea, Ron Carter, Bob Mover entre outros. Morreu muito jovem, aos trinta e cinco anos, devida a uma doença circulatória rara e grave, a periartrite nodosa. Nascido em uma família de classe média do Rio de Janeiro, Victor, desde pequenino, sempre se mostrara interessado por música. Seus familiares, percebendo tal afeição pela arte, sempre o
incentivaram e garantiram a ele um ambiente propício a sua educação musical. Cresceu portanto ouvindo boa música, do clássico ao jazz. Seus primeiros instrumentos foram uma gaita e uma bateria, que ganhara ainda criança. Com eles, Victor começou a tocar e a praticar as músicas que ouvia, sempre tendo o jazz como preferência. Mas foi só aos dezessete anos que ganhou de uma tia o instrumento que o consagraria, um saxofone alto. Um novo mundo se abrira para Victor. Em 1964 passa a freqüentar as boates da zona sul, onde dava "canjas" nas jam sessions, prática comum na década de 60. Sob forte influência da bossa-nova e do jazz, Victor começa a desenvolver-se como um exímio improvisador, tanto que apenas um ano depois já estreava como profissional, na inauguração do "Clube de Jazz e Bossa" em Copacabana. Com o intuito de aprimorar seus conhecimentos teóricos e sua técnica começa a estudar com o saxofonista e maestro Paulo Moura. Ainda no mesmo ano viaja para Áustria e participa do Concurso Internacional de Jazz em Viena ganhando o terceiro lugar entre os saxofonistas. Depois do concurso permanece na Áustria estudando por quase um ano. No mesmo período inscreve-se no Festival de Jazz de Berlim, Alemanha, e obtém o título de melhor solista do Festival, além de uma bolsa de estudos na Berklee College of Music, Estados Unidos. Em 1969 viaja para os Estados Unidos e conclui seus
estudos no ano de 1973. Em 1974 volta definitivamente para o Brasil e retoma sua carreira profissional. Em 1979 grava seus últimos discos, os LP's Victor Assis Brasil Quinteto e Pedrinho: Victor Assis Brasil Quarteto. Esta fase, que compreende os três anos que antecedem sua morte, é marcada como o ponto alto de sua carreira, onde ele consegue demonstrar mais claramente toda a maturidade de sua musicalidade. É nesta fase também que começam a surgir os problemas de saúde que o levaram à morte. Por fim, Victor Assis Brasil falece no Rio de Janeiro no dia 14 de abril de 1981, vítima de uma doença circulatória rara e grave, a periartrite nodosa. Embora tenha estudado fora do país, Victor consolidou sua carreira profissional no Brasil, mas mesmo sendo um músico consagrado, era mais reconhecido no exterior do que em seu próprio país, e isso lhe doía muito. Como músico enfrentou muitas dificuldades
financeiras, principalmente porque os brasileiros não têm uma cultura de apreço à música instrumental. Em entrevista à Folha de São Paulo em junho de 1977, disse: É uma barra viver e sobreviver dentro desse esquema a que me propus. É preciso ter peito, garra, passar fome, como eu passei nos Estados Unidos". Após a morte de Victor, sua mãe, Elba, achou duas malas do filho trancadas. Estas malas permaneceram fechadas até que em 1988 dona Elba resolveu entregá-las ao irmão gêmeo de Victor, o pianista João Carlos Assis Brasil. Quando abriu as malas, João teve uma grata surpresa, nelas estavam contidas mais de 400 partituras com composições inéditas.
Peças para piano solo, para orquestra, quarteto de cordas, jazz erudito e música popular.
(Fonte: Wikipedia, editado por CB)
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VICTOR ASSIS-BRASIL was one of the most tallented brazilian musicians of all times. Composer, arranger, saxophonist, pianist and..."genius". Mr. Brasil lived for about 4 years in USA, where he studied at Berklee School of Music. He lived and studied in Austria, as well. In Germany he has been granted the title of the best soloist of the "Berlin Jazz Festival, 1968". Victor Assis Brasil is recognized and acclaimed, worldwide, as the most prominent brazilian jazz saxophonist of his generation. Unfortunately Victor Assis Brasil passed away in 1981, aged 35, victimized by a rare desease. Shortly after his death Victor's mother found, among his belongings, a trunk containing more than 400 compositions (classical and jazz themes, arranged for orchestra, piano, string quartet, et al.) Some of them have been recorded by his twin brother, JOAO CARLOS ASSIS BRASIL a famous classical pianist. TRAJETO is a
great album, just like all others recorded by Victor Assis Brasil.
(*) In 1967 Victor Assis Brasil formed a quartet comprised of himself, alto saxophone, Aloisio Aguiar, piano, Claudio Caribe, drums and a certain Mr. CB (yes, myself!) on the bass. Happy old times.
(CB)
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MINHA OPINIÃO - Ontem, quando postei o álbum de CLÁUDIO RODITI, "Jazz turns samba", contei o "causo" a respeito da dificuldade com que o maestro George André se defrontou para levar a bom termo o arranjo para "big-band" de "What is this thing called love". Agora você pode conferir o resultado da "encrenca" aí na faixa 4 do TRAJETO.
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VITOR ASSIS BRASIL - TRAJETO
Label: Equipe
Ano 1968
PERSONNEL
A ficha técnica está na contracapa original do álbum, inclusa no .rar file.
(*) Musicians are listed in the album's back cover, enclosed in the .rar file.
TRACKS/FAIXAS:
1. Stolen Stuff (Vitor Assis-Brasil)
2. Plexus (Aloisio Aguiar)
3. Round about midnight (Thelonious Monk)
4. What is this thing called love (Cole Porter
5. Mercy mercy (J.Zawinul)
5. Search for peace (McCoy Tyner)
7. Summertime (Gerswhwin/Heyward)
DOWNLOAD: AQUI
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